quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sanasa usa eufemismo para justificar aumento de tarifa

Então fica assim: a Sanasa quer que o consumidor campineiro pague 15% a mais na tarifa de água a partir de agosto, mas isso não é aumento da tarifa. Segundo o eufemismo usado, trata-se de readequação tarifária para reequilibrar as contas afetadas pela crise hídrica e pelo aumento da energia elétrica.

Que maravilha! Acontece uma crise hídrica e o consumidor, a pedido da empresa, economiza para haver água para todo mundo; o governo Dilma faz uma tremenda sacanagem com a população e segura os preços da energia elétrica, dos combustíveis, maquia o orçamento e vende na tevê um Brasil que não existe, tudo isso para aplicar um enorme estelionato eleitoral.

Todo mundo fala que está tudo errado, que a realidade vai cobrar a irresponsabilidade eleitoreira, mas a Sanasa não se prepara para os tempos mais difíceis. Mantém um exército de assessores, mantém salários elevados para diretores e gerentes, gasta rios de dinheiro em publicidade, inventa mais uma propagandazinha besta para dizer que tá tudo bem e que todo mundo pode usar água à vontade (“mas com consciência...”) e quando o caixa começa a baixar por culpa exclusiva do governo federal, da própria Sanasa e de uma crise hídrica que o consumidor, fazendo economia, ajudou a atenuar, ela vem com essa história de “readequação tarifária”. 

Ou seja, como resultado das incompetências governamentais o consumidor tem de pagar mais caro pela água que consome e sofrer o segundo aumento em menos de oito meses, o que, diga-se, é proibido por lei?  

Ora, a Sanasa que se adeque à realidade, diminua seus elevados custos, enxugue a folha de pagamentos, socorra menos o caixa da Prefeitura, cancele patrocínios e propagandas desnecessárias já que ninguém concorre com ela e as contas se acertarão sem que o consumidor precise ser assaltado.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Aposentadorias: a contradição petista

Em muita coisa, nos últimos 12 anos e meio, o PT já mordeu a língua. Dizia uma coisa na oposição e, quando governo, fez exatamente – ou pior - o que criticava no adversário. No caso das aposentadorias o comportamento do PT também é contraditório. Ou desonesto.

A presidente Dilma Rousseff já mandou avisar que vai vetar a correção das aposentadorias acima do mínimo de acordo com o índice que corrige as aposentadorias de um salário mínimo. Ou seja: o aposentado que tem um benefício maior que um salário mínimo vai continuar tendo um reajuste anual abaixo da inflação. Isso quer dizer também que, no futuro, todo mundo vai ganhar apenas um salário mínimo de aposentadoria. Esse futuro ainda está longe, mas é real. E se a inflação disparar, ele chega mais cedo.

O veto se dá porque o Congresso aprovou o reajuste igual para todo mundo, já que é um direito do cidadão ter seus vencimentos reajustados, no mínimo, de acordo com a inflação do ano anterior.
Mas esse é o PT.  Quando FHC instituiu o fator previdenciário, o PT fez o maior carnaval, disse que FHC estava tirando direitos dos aposentados e muito mais. O PT está há doze anos e meio no poder e só mexeu no fator previdenciário este ano e, assim mesmo, pressionado pelo Congresso. E só pra quem vai ser aposentar. Quem já se aposentou e perdeu os "direitos" que o PT dizia que FHC estava usurpando, que se dane.

A correção abaixo do índice de inflação para quem ganha mais que um salário mínimo é um assalto direto ao bolso do aposentado. E, pelo jeito, não adiantou o Congresso mudar a regra, estabelecendo direitos iguais a todos: o PT vai vetar a mudança.

A esperança de milhões de aposentados para passar a ter um reajuste que, pelo menos, recupere a inflação passada, é que o Congresso derrube o veto. Vamos torcer. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Bateu o desespero

Notícias de hoje dão conta de que o PT vai começar o segundo semestre legislativo atacando por todos os lados. Vai tentar bater firma na oposição, levantar casos arquivados, se valer de denúncias vazias, enfim, vai fazer um auê para mostrar ao Brasil que não é só ele que rouba.

A reação petista, tão falsa quanto uma nota de três dólares, tão desonesta quanto um discurso de Lula ou Collor, chega tarde e, provavelmente, vai servir apenas para abastecer os blogueiros sujos e os jornalista que vendem suas consciências para um governo corrupto. Ainda são bastante, mas estão diminuindo a cada dia, na mesma proporção do aumento das denúncias, da falta de providências exequíveis e de confiança, do rebaixamento do Brasil, do resultado das pesquisas de opinião e do aumento da inflação.

Em seu blog, Reinaldo Azevedo lembrou bem: “...de 2003 a 2015, o PT nos conduziu de um dólar de R$ 3,40 para um dólar de R$ 3,40: de uma inflação de 9,3% para uma inflação de 9,3% (até agora; tudo indica que vai para dois dígitos); de um crescimento de 1,2% para uma recessão de que pode superar 2%. Entre uma ruindade e outra, tivemos mensalão, aloprados, petrolão, eletrolão e quantos outros aumentativos da impostura vocês queiram acrescentar aí. O PT é o pior caminho entre dois pontos.”

Exatamente: 12 anos para voltarmos ao começo. Doze anos perdidos entre o delírio esquerdista e a incompetência petista, recheados por bravatas de um bêbado de palanque e pela ignorância discursiva de uma gerente de araque.

O Brasil parou por doze anos. Ah, mas podem dizer que milhões saíram da miséria, que o Brasil é a oitava economia do mundo etc. e tal. Pois eu digo que pior do que viver na miséria é sair dela e voltar alguns anos depois. E pior do que ser uma economia fraca é chegar a ser grande e não conseguir se sustentar no novo patamar.

E foi isso que o PT causou, consequência direta da incompetência para governar misturada com um aumento gigantesco da corrupção.

E agora Dilma vem dizer que a operação Lava Jato diminuiu o PIB em um ponto percentual. Além do absurdo da conta – de onde ele tirou esse número? – o discurso é uma verdadeira confissão não só do fracasso de seu governo, mas da responsabilidade pela diminuição do PIB. Afinal, a Lava Jato não surgiu por capricho de um juiz e nem por conluio entre três ou quatro diretores da Petrobras que resolveram roubar bilhões sem que os donos da empresa – o governo brasileiro – ficassem sabendo.
Já houve casos em que um diretor de uma grande empresa dá um golpe e consegue levar alguns milhões de dólares com ele. Mas ocorrer entre vários parceiros, com as maiores empreiteiras do país, com envolvimento direto de agentes políticos, com fartas contas em paraísos fiscais, com dezenas (centenas, talvez) de empresas de fachada que receberam sacos de dinheiro sem apresentar qualquer serviço, ah, isso não ocorre à revelia de uma diretoria inteira. Ou seja: se a Lava Jato tivesse causado a queda de um ponto percentual do PIB, seria em consequência dos crimes cometidos pelo governo petista.

De resto, o pedido de socorro que Dilma fez hoje a líderes de sua base aliada, o pedido desesperado que vai fazer a governadores (até aos da oposição) e o anúncio da guerra que o PT pretende iniciar no Congresso, são sinais claros de que não há mais saída para o governo: ele vai tentar bater em tudo e em todos só para tentar adiar a queda total, pois se não ocorrer a renúncia, o impeachment é cada vez mais certo.

Dia 16 de agosto o Brasil vai às ruas para mostrar de forma definitiva, que não dá mais para aguentar tanta roubalheira, tanta corrupção, tanta incompetência. Chega de PT a querer ditar de forma completamente equivocada os caminhos que o Brasil deve seguir.   

Justiça barra aumento da tarifa da Sanasa

O surreal aumento da tarifa de água da Sanasa em Campinas está suspenso. O aumento de 15% “porque o povo fez economia e o faturamento da empresa diminuiu” foi barrado por uma liminar concedida pela Justiça da cidade. O motivo foi que a lei não permite dois aumentos num período menor que 12 meses e esse, de 15%, era o segundo em menos de sete meses. O primeiro aconteceu em fevereiro e era de 11%. Ambos, como se vê, bem acima da inflação oficial.

Se a Justiça vai manter a decisão contida na liminar de hoje é outra história, mas espero que mantenha. As possíveis dificuldades que a empresa alega que passa ou vai passar pela diminuição de faturamento, por aumentos de energia elétrica e de produtos usados para tratar a água poderiam todos ser previstos e a Sanasa ter se preparado para enfrenta-los. Mas como quase toda administração pública é incompetente, o caminho mais fácil foi tomado para reverter um possível quadro de perdas financeiras. E quem iria – ou vai – pagar o pato seria o consumidor que, obedecendo a um pedido da própria Sanasa e reconhecendo que a crise hídrica está brava, decidiu economizar água e gastou. No geral, 20% a menos.

A economia foi grande. Campinas capta 4,5m3 por segundo dos rios Atibaia (4m/s) e Capivari (0,5m/s). Vinte por cento desse total equivale a 0,9m3 ou cerca de 900 litros por segundo de economia. E como “recompensa” por essa economia, o consumidor tomou um aumento de 15% goela abaixo.

A Justiça agiu certo ao barrar o aumento e agora vai ouvir o que a Sanasa tem a dizer para justificá-lo. Vai ser difícil escapar da ladainha já rezada por aí, pelo presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo, e pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), mas ela pode ser insuficiente, já que a Justiça diz que não pode haver mais de um aumento num prazo inferior a um ano.

E a liminar concedida acaba sendo mais um fator de motivação para os que decidirem protestar hoje à tarde em frente ao Paço Municipal contra o aumento das tarifas. Se for muita gente, a Prefeitura pode até desistir do aumento e aí nem vai precisar do processo correr na Justiça. 

Vai ter protesto em Campinas contra o surreal aumento da Sanasa

Nesta terça-feira o prefeito Jonas Donizette vai enfrentar um protesto nas escadarias do Paço Municipal, às 17h. São cidadãos que não se conformam com os aumentos da tarifa de água praticados pela Sanasa. Segundo o Blog da Rose, mais de 600 pessoas haviam confirmado presença. Se o número se confirmar, vai ser maior do que muita assembleia de servidor público em época de greve.

O protesto tem sua razão de ser. Além da mediocridade geral que ronda a Prefeitura desde que Donizette tomou posse, a tarifa de água, que já era uma das mais caras do país no ano passado, teve dois aumentos só neste ano. O último aumento, de 15%, começa a valer em primeiro de agosto. Somado ao anterior, de 11%, aplicado no início do ano, a tarifa terá a elevação de mais de 27%. A inflação está cada vez pior no Brasil, mas ainda não chegou a 10% ao ano e um aumento de 27% não se justifica de maneira alguma.

O presidente da Sanasa bem que tentou justificá-lo, mas o máximo que conseguiu foi atiçar a ira do consumidor, ao dizer que o faturamento da Sanasa havia diminuído porque o campineiro fez economia em consequência da crise hídrica – economia, aliás, pedida pela própria Sanasa. Além de atiçar a ira, virou piada nacional, pois foi notícia na TV Globo, taxada de “surrealista” pelo competente Alexandre Garcia que, não bastasse a audiência da televisão, é uma das vozes mais populares nas redes sociais com suas fortes críticas aos desmandos governamentais, sejam federais, estaduais ou municipais.

Donizette também tentou justificar e alegou aumentos na energia elétrica, nos produtos necessários para tornar a água potável, falou dos investimentos e do perigo que corre a saúde financeira da Sanasa. Mas ninguém se convenceu e a adesão ao protesto começou a prosperar nas redes sociais. Ele é promovido por duas entidades – A Campinas que Queremos e Minha Campinas – e, aparentemente, não é movido por interesses partidários.

De resto, se a situação é de crise – e é mesmo – caberia ao governo municipal se preparar para enfrentar a situação. A energia elétrica aumentou de preço por conta de políticas irresponsáveis do governo federal, do mesmo modo que ações altamente perigosas em controles de preços e políticas demagógicas e irracionais deixaram a economia do Brasil à deriva. Nada disso era novidade há um ano. A crise hídrica também já estava sendo anunciada desde o ano passado e começou em 2014. Ou seja, o cenário todo apontava para apertos financeiros nos governos todos, para aumento da inflação e de preços.

O aumento de 11% no início do ano deveria servir para enfrentar a situação. Mas, caso não fosse suficiente, o que deveria fazer uma empresa inteligente e preocupada com o bolso do consumidor? Deveria se planejar, diminuir custos, enxugar quadros, negociar pagamentos com fornecedores e tudo o mais que fosse possível para não agravar mais ainda a situação da população.

Mas, além de não fazer nada disso, a Sanasa manteve sua cara publicidade no ar e inventou mais uma: avisar pelos meios de comunicação se a água que abastece a cidade está chegando em quantidade suficiente pelos rios. Ficou a impressão de que a Sanasa está avisando todo mundo que pode gastar água à vontade que a vazão do Atibaia está normal.  A propaganda pegou mal tanto pelo gasto em época de economia, quanto pelo aviso esquisito.

Por essas e outras, o aumento muito acima da inflação anual resultou nesse protesto que deve tomar hoje as escadarias da Prefeitura. Bem feito. 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Lula e Dilma, duas farsas no poder

Há tempos escrevo que o problema dos governos petistas jamais esteve em crises internacionais. Desde o primeiro mês do primeiro governo Lula, sabe-se agora, foi engendrado o mensalão, numa reunião com Miro Teixeira, Antonio Palocci e outros dois personagens que Teixeira se recusa a revelar, mas tem toda a pinta de serem Zé Dirceu e Lula.

Desde o primeiro mês do primeiro governo Lula – e isso está registrado no Diário Oficial – mudou-se um decreto ou uma lei de FHC que destinava a servidores de carreira grande parte dos cargos mais elevados do governo. Lula e Zé Dirceu assinam a norma que mudou essa situação e os cargos todos começaram a ser destinados a petistas e aliados, sem concurso público e comprometidos com a agenda do partido, não do país. São os milhares e milhares de comissionados que infestam o Brasil.

O resto – a desastrosa política externa, o aparelhamento das agências, o uso do BNDES e da CEF pra favorecer quem topasse entrar no “esquema”, o uso da máquina pública par ganhar eleições, a enganosa propaganda oficial, a compra de votos através dos programas sociais e a corrupção generalizada – se incumbiu de transformar o Brasil no que hoje ele é: um país com um governo à deriva, com uma economia a caminho do caos e com uma população revoltada com a situação atual e com as mentiras todas que engoliu nesses anos todos. E como tema “impeachment” cada vez mais latente, tanto nos meios políticos e empresariais, como na rodinha dos botecos.

Dilma é apenas mais uma peça nessa engrenagem de filme de terror. Hoje, o editorial do Estadão diz que é preciso acabar de vez com a história de que Dilma é uma ótima gerente e avessa a políticos. Dilma jamais foi ótima gerente e, com relação à política, não é aversão: é a mesma incompetência que tem para gerenciar que a torna inútil numa mesa para discutir qualquer acordo político.

Eu venho dizendo isso há muito tempo e não precisa ser um gênio para descobrir que uma pessoa que não consegue falar de improviso duas frases completas e que tenham algum sentido, que profere asneiras inacreditáveis, da qual a “conquista tecnológica” chamada “fogo” é apenas mais uma delas, não podia mesmo entender de economia, de gerenciamento ou ter conhecimento suficiente para discutir política com velhas raposas do Congresso.

E, digo mais, Lula é outra mentira histórica. Muita gente confunde sua esperteza, sua amoralidade e sua falta de ética com inteligência. Na verdade, ele é perito em sobrevivência o que, em política, pode até garantir boa vida, mas não garante uma biografia ao lado dos honestos. Lula sobreviveu ao mensalão por covardia das oposições e surgiu como liderança no combate à fome por pura sorte: as bases econômicas que ele herdou de FHC se deram bem com o cenário econômico mundial altamente favorável durante quatro ou cinco anos. Ele percebeu que dando dinheiro a pobres melhoraria sua imagem mundial e ajudaria a mantê-lo e a seu partido no poder. Quando pintou a crise mundial,  o fim de seu governo e todos os quatro anos de Dilma foram de maquiagem nos balanços para esconder os rombos e a incompetência. E a corrupção que se alastrou enormemente em seu governo surgiu com todos seus tentáculos revelando um governo de negócios escusos, de enriquecimentos ilícitos, vale dizer, de roubalheira generalizada.

Por isso, o que o Estadão diz hoje em seu editorial, revelando essa farsa chamada Dilma Rousseff, não é, pelo menos para mim, novidade alguma. Ela é mesmo uma farsa, bem como é uma farsa muito mais perigosa, seu criador, Luis Inácio Lula da Silva. 

sábado, 25 de julho de 2015

E o Camprev vai mesmo construir uma sede de R$ 6,6 milhões

Há pouco mais de dois meses e meio este blog publicou a intenção do Instituto de Previdência Social de Campinas (Camprev) erguer uma sede de oito andares. Até a planta, que republico aqui, foi publicada. A construção da sede, dizia eu no texto, contrastava com a lentidão com que a entidade atende os servidores da Prefeitura de Campinas que querem se aposentar. Um ano é o tempo médio que o instituto gasta para processar a papelada de um servidor. 

Quando eu me aposentei, levei as duas carteiras profissionais até o INSS e, meia hora depois, o funcionário que me atendeu (com hora marcada pela internet) disse que estava tudo pronto e que, dentro de 45 dias, n máximo, eu receberia a confirmação. E recebi mesmo, com a aposentadoria começando a contar na data em que eu estive no órgão.

Mas no Camprev demora um ano e o motivo, eu assinalava em maio passado, era que todo o processo era eito à mão, sem computadores. Daí minha estranheza no fato de o instituto querer construir uma sede de mais de R$ 6 milhões e não comprar computadores para atender melhor ao seu público.

Pois hoje, na coluna Xeque Mate do Correio Popular, é anunciado que a licitação para a construção do prédio foi publicada no Diário Oficial. Ou seja, começou o processo que agora passa pela escolha da empreiteira, assinatura de contrato e início das obras.

Já sobre modernizar o instituto para agilizar o atendimento não há notícia. O servidor da Prefeitura de Campinas que se dane, né? 

Planta da nova sede do Camprev: R$ 6,6 milhões

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Está chegando a hora


A Veja que chega neste sábado às bancas deve esgotar rapidinho. A capa (acima) já diz tudo e a reportagem que a inspirou diz muito mais. Segue o trecho inicial.

Léo e Lula são bons amigos. Mais do que por amizade, eles se uniram por interesses comuns. Léo era operador da empreiteira OAS em Brasília. Lula era presidente do Brasil e operado pela OAS. Na linguagem dos arranjos de poder baseados na troca de favores, operar significa, em bom português, comprar. Agora operador e operado enfrentam circunstâncias amargas. O operador esteve há até pouco tempo preso em uma penitenciária em Curitiba. Em prisão domiciliar, continua enterrado até o pescoço em suspeitas de crimes que podem levá-lo a cumprir pena de dezenas de anos de reclusão. 

O operado está assustado, mas em liberdade. Em breve, Léo, o operador, vai relatar ao Ministério Público Federal os detalhes de sua simbiótica convivência com Lula, o operado. Agora o ganho de um significará a ruína do outro. Léo quer se valer da lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a delação premiada, para reduzir drasticamente sua pena em troca de informações sobre a participação de Lula no petrolão, o gigantesco esquema de corrupção armado na Petrobras para financiar o PT e outros partidos da base aliada do governo.

Por meio do mecanismo das delações premiadas de donos e altos executivos de empreiteiras, os procuradores já obtiveram indícios que podem levar à condenação de dois ex-ministros da era lulista, Antonio Palocci e José Dirceu. Delatores premiados relataram operações que põem em dúvida até mesmo a santidade dos recursos doados às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e à de Lula em 2006. As informações prestadas permitiram a procuradores e delegados desenhar com precisão inédita na história judicial brasileira o funcionamento do esquema de sangria de dinheiro da Petrobras com o objetivo de financiar a manutenção do grupo político petista no poder.

É nessa teia finamente tecida pelos procuradores da Operação Lava-Jato que Léo e Lula se encontram. Amigo e confidente de Lula, o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público Federal um acordo de colaboração. As conversas estão em curso e o cardápio sobre a mesa. Com medo de voltar à cadeia, depois de passar seis meses preso em Curitiba, Pinheiro prometeu fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção na Petrobras, exatamente como afirmara o doleiro Alberto Youssef em depoimento no ano passado. O executivo da OAS se dispôs a explicar como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras.

A continuação está na revista desta semana.

Reinaldo Azevedo e eu descobrimos a mesma coisa

Reinaldo Azevedo na Folha, hoje, destaca detalhe da entrevista de Miro Teixeira segunda-feira passada que diz, em outras palavras, que viu o mensalão nascer. Esse "detalhe" da entrevista, foi tema de post neste blog na própria segunda-feira. Pelo jeito, só o Reinaldo e eu percebemos a confissão de Miro Teixeira. Segue o trecho do artigo de Reinaldo:

Se não entendi errado – e me impressiona que a fala tenha repercutido tão pouco –, o deputado Miro Teixeira (Pros-RJ) relatou a esta Folha, na segunda, em entrevista a Leonardo Souza, ter assistido ao momento inaugural do mensalão, quando, nas suas palavras, o governo Lula decidiu, em 2003, que “'aquele Congresso burguês' poderia ter uma maioria organizada por orçamentos”. Notem: ele fala em “orçamentos”, com letra minúscula e no plural. Não tenho dúvida de que Miro assistiu ao nascimento de um crime de responsabilidade, que passou impune.

No meu blog eu destaquei, no meio do artigo, um trecho da entrevista dada à Folha:

- José Dirceu estava nessa reunião?
- Eu não vou nominar. Há uma coisa que eu devo falar. O Palocci se debateu muito para se trabalhar pelos projetos, dizendo que o PSDB, sem dúvida, apoiaria.

- Qual outro nome importante do governo estava nessa reunião?
- Não vou falar. Teve quatro pessoas presentes.

- O Lula estava nessa reunião?
- Não se deve citar nomes. A revelação que posso fazer é essa.

E depois comentei que, se quatro pessoas participaram da reunião e uma era ele mesmo, outra era Palocci e ambos foram votos vencidos, está mais do que na cara que quem decidiu por organizar a base aliada “por orçamentos” só podiam ser Lula e Zé Dirceu, que eram mais poderosos que Palocci. Reinaldo concluiu que Miro assistiu ao nascimento de um crime de responsabilidade que passou impune. E eu que, agora, há uma prova testemunhal de que Lula e Zé Dirceu é que decidiram pela criação do mensalão. 

No desespero, Lula tenta recorrer a FHC. É fria, FHC!

A pegadinha do ano foi promovida pela Folha de São Paulo, usada pelo PT para tentar abrir um “diálogo” entre Lula e FHC. A notícia dizia que Lula estava mandando emissários para saber se FHC toparia conversar. O mote da reunião seria encontrar uma forma para o Brasil sair da crise. Lula, pelo seu instituto, mandou avisar que não sabia de nada, mas já no dia seguinte, mudou de ideia. Tática infantil, claro. FHC respondeu com a classe de sempre: disse que Lula tem os telefones dele e não precisa de intermediários para marcar encontros, e que, sim, conversaria, desde que fosse sobre uma agenda divulgada e o encontro fosse do conhecimento de todos. E se mandou para a Europa, onde passa férias até o fim do mês. Se houver o encontro, só em agosto.

FHC deveria recusar toda e qualquer conversa com Lula ou Dilma agora. Por quê? Ora, a resposta é simples: o PT, Lula e asseclas passaram mais de 20 anos – desde quando o PSDB foi para o governo de Itamar Franco – metendo a boca nos tucanos e fazendo de tudo para sabotar todas – todas mesmo! – iniciativas que iriam para mudar, para melhor, os rumos do país.

O PT foi contra o Plano Real, foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, foi contra a política de câmbio flutuante, foi contra a política de metas de inflação, foi contra a política de superávit primário, foi contra as agências de fiscalização, foi contra todas as privatizações, enfim, não houve programa ou projeto tucano em que o PT e Lula não meteram a boca, sempre desqualificando a ideia e votando contra ela em todas as instâncias. E durante oito anos gritaram por aí “Fora FHC!”

Depois, quando chegou ao poder, teve 12 anos para acabar com tudo aquilo que dizia ser maléfico para o país (e não era, claro), mas não acabou. Apenas gerenciou de forma tão incompetente – e corrupta, é sempre bom lembrar – que as conquistas da era FHC hoje estão enfraquecidas a ponto de não surtirem mais os benéficos efeitos que poderiam surtir.

As agências fiscalizadoras foram aparelhadas e se tornaram ineficientes; a meta de inflação está ultrapassada; o superávit primário virou déficit; as privatizações no governo de Lula foram uma piada de tão mal feitas e só geraram prejuízos; a política externa privilegiou ditaduras e alastrou a corrupção em forma de ajuda a países como Venezuela, Bolívia e outros; a Lei de Responsabilidade Fiscal foi totalmente afrontada com as “pedaladas fiscais” e o rombo orçamentário.

Enquanto esteve navegando em águas mansas e com vento favorável, Lula fez o que pôde para destratar FHC e seu governo. A qualquer discurso vomitava aquela frase que se tornou um símbolo de sua arrogância: “Nunca antes nesse país...”, como se tudo estivesse começado com ele, em 2003, numa formidável campanha de destruição do passado eivada de desonestidade latente.

Bem que muitos tucanos tentaram contribuir positivamente com os governos petistas. Chegaram até a aprovar leis em 2003 e 2004 as quais até petistas rejeitaram, avisaram muitas vezes que a política econômica de dinheiro farto para o crédito interno era equivocada, que a fartura deveria ser consequência do desenvolvimento amplo do país, que a política externa deveria estar voltada para o primeiro mundo que são parceiros com alto poder de compra de nossos produtos, que a infraestrutura precisava de um up grade geral para fazer frente à crise que estrava anunciada. 

Mas o PT nunca ouviu o PSDB e se portou sempre como se fosse o dono do mundo. A política populista que estava afundando o Brasil mais a distribuição de dinheiro às pencas para populações menos favorecidas sem existir contrapartidas sociais, acabaram gerando um banco de votos comprados suficientes para reeleger Lula, eleger e reeleger sua sucessora que, na última eleição, talvez tenha batido o recorde de mentiras ditas em rede nacional.

Quando a ficha caiu – no fim do ano passado – e os problemas que qualquer economista recém-formado previa surgiram, o PT saiu correndo atrás de um economista liberal para consertar os estragos. Só que os estragos foram tão grandes, as maquiagens no orçamento esconderam rombos tão gigantescos e as mentiras foram tão descaradas, que o conserto está cada vez mais difícil. E está cada vez mais difícil exatamente pela falta de confiança no governo do PT, tanto do mercado mundial quanto do povo que já não aguenta mais tanta incompetência, falsidade e corrupção.

Pois é nessa hora em que Dilma derrete sua popularidade mais do que derreteu suas gorduras, em que o índice de ótimo e bom de seu governo atinge rasteiros 7,7%, em que mais de 60% da população estão a favor do impeachment, em que a corrupção praticada desde 2003 é denunciada não só no Brasil, mas também em Portugal, na Suíça e nos EUA, tornando os governos petistas uma espécie de máfia internacional, em que a base de sustentação no Congresso foge do PT como o diabo da cruz, eles querem conversar com FHC?

Ora, por que Lula e Dilma não se reúnem com Fidel Castro, com Cristina Kirchner, com Nicolas Maduro, com Evo Morales e com outros ditadores africanos para buscar uma solução para o Brasil? Pois não foram com eles que, contrariando toda a lógica de evolução diplomática e de desenvolvimento que os governos petistas se relacionaram esses anos todos, causando enormes prejuízos aos cofres púbicos?

Por que Lula e Dilma não se encontram com João Pedro Stédile, com Fernando Collor, com Paulo Maluf, com José Sarney, com José Dirceu, com José Genoíno, com a CUT, com a Apeoesp, com a UNE e pede a eles conselhos para sair da crise? Pois não são essas “sumidades” e entidades às quais os governos petistas se uniram contra a maioria da população que as rejeita e a eles deram vida boa, com fartas verbas surrupiadas do erário?

Agora que a água bateu na bunda eles vêm pedir ajuda a FHC. Eu espero que o último estadista que governou o Brasil, não se rebaixe e aceite conversar com o chefe da quadrilha que tanto desgraçou e continua desgraçando o Brasil. A saída de Lula, Dilma e a corja petista do poder é a única solução para que o país retome o caminho correto para superar a atual crise e dar verdadeiras esperanças ao povo.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A ferida exposta do Brasil tem nome: PT


Editorial do jornal inglês Financial Times de hoje vai direto na ferida brasileira: corrupção e incompetência são ao males do Brasil sob o PT. Depois de apresentar um cenário de “filme de horror”, o jornal encerra o editorial afirmando o que esse blogueiro tem dito também: a coisa vai piorar. E, digo eu, vai piorar muito se o PT não for varrido do poder. Legalmente, claro.  Segue o editorial na íntegra.

Recessão e propina: a crescente podridão do Brasil

Incompetência, arrogância e corrupção destruíram a poção mágica do Brasil. Combinadas ao final do boom das commodities, elas arremessaram a oitava maior economia do planeta a uma recessão cada vez mais profunda.

O escândalo de corrupção que continua a ser deslindado na Petrobras só agrava a putrefação. Mais de 50 políticos e dezenas de empresários estão sob investigação por propinas em valor de US$ 2,1 bilhões.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indiciado [na verdade, Lula não foi indicado; ele é alvo de investigação do Ministério Público do Distrito Federal], sob acusação de tráfico de influência. Há cada vez mais rumores sobre um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff, cujo segundo mandato começou há sete meses. Isso ainda parece improvável, mas a probabilidade cresce a cada dia.

Duas forças principais forçam a escalada da crise.

A primeira é a condução da economia por Rousseff. Para seu crédito, ela abandonou a fracassada "nova matriz econômica", propelida pelo Estado, de seu primeiro mandato. As taxas de juros subiram para segurar a inflação. Seu ministro da Fazenda linha dura está buscando conter os gastos. Esses corretivos necessários, porém dolorosos, resultaram em queda dos salários reais, prejudicaram o emprego e abalaram a confiança das empresas.

Também demoliram os índices de aprovação a Rousseff, agora os mais baixos já registrados. Isso enfraqueceu ainda mais o controle da presidente sobre seus parceiros de coalizão, de cujo apoio ela necessita para aprovar as medidas de austeridade no Legislativo.

Corrupção
O maior motivo, porém, é o escândalo de corrupção. Ainda que tenha sido presidente do conselho da Petrobras entre 2003 e 2010, pouca gente acredita que Rousseff seja pessoalmente corrupta. No entanto, isso não significa que ela esteja segura. Rousseff enfrenta acusações de que sua administração violou as leis de financiamento de campanhas eleitorais e manipulou as contas do governo; qualquer das duas coisas pode bastar para um impeachment.

Até agora, os políticos em Brasília vêm preferindo que Rousseff permaneça no poder, e arque com a culpa pelos problemas do país. Mas a conta pode mudar à medida que eles lutam por salvar suas peles.

Um grande alerta surgiu na semana passada, quando o presidente da Câmara aderiu à oposição depois de ser acusado no inquérito da Petrobras, alegando que isso era uma caça às bruxas pelo governo. Seria ainda pior em caso de processo contra Lula. Isso aprofundaria a cisão entre ele e Rousseff, sua antiga protegida, e poderia resultar em mais ímpeto para o impeachment.
Não admira que o Brasil de hoje tenha sido comparado a um filme de terror sem fim. Mas há muito de bom emergindo.

Instituições fortes
O zelo do inquérito sobre a Petrobras demonstra a força das instituições democráticas brasileiras. Em um país no qual os poderosos se consideram acima da lei, Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira do Brasil, está preso. Esta semana, três executivos da Camargo Corrêa, outra empreiteira, foram sentenciados a mais de 10 anos de prisão.

Promotores públicos de Portugal e de diversos países latino-americanos agora estão investigando contratos internacionais da Odebrecht.

A companhia nega quaisquer delitos, mas tem uma subsidiária em Nova York e emitia títulos no mercado dos Estados Unidos, e por isso pode enfrentar um processo judicial norte-americano. Muitas outras companhias latino-americanas presumivelmente podem enfrentar problemas judiciais semelhantes, dados os bilhões em títulos denominados em dólares que emitiram.

Os investidores vinham se preocupando com essa exposição principalmente por conta da alta do dólar e das taxas de juros norte-americanas. Mas se a situação atual também levar os políticos e líderes empresariais a pensarem duas vezes antes de pagar propinas, isso representaria um grande avanço na luta da região contra a corrupção.

Quanto ao Brasil, Rousseff enfrenta três anos solitários na presidência. Os brasileiros são pragmáticos, de modo que o pior cenário, o de um impeachment caótico, pode ser evitado. Mas os mercados já começaram a incorporar esse risco aos seus preços. Pode bem ser que haja tempos piores à frente para o Brasil. 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O Brasil piora, meta fiscal derrete e Levy mente na televisão


A meta fiscal era economizar R$ 63,3 bilhões. Com o governo Dilma/PT mantendo a mastodôntica estrutura, não cortando ministério, dando dinheiro para as centrais sindicais, mantendo quase 25 mil aspones indicados pelo PT e partidos aliados, perdoando dívida de ditaduras sangrentas, investindo bilhões em Cuba, na Venezuela e na Bolívia e sem base no Congresso para aprovar cortes em aventuras populistas que provocaram a derrocada do Brasil, o negocio e admitir que não vai dar pra fazer economia alguma. 

Dos R$ 63,3 bilhões previstos, agora prevê-se que só será possível economizar R$ 8,75 bilhões. E a dívida bruta, que era de R$ 800 bilhões quando Lula tomou posse, em 2003, vai chegar no fim de 2015 a  inacreditáveis R$ 3,5 trilhões, ou 64,7% do PIB.

Resumindo: todas as medidas tomadas até agora pela equipe econômica do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não vão adiantar nada. Por isso ele tem de ir à televisão, como fez hoje, e mentir descaradamente sobre inflação e desemprego. Sem apoio no Congresso, com recorde negativo nas pesquisas de avaliação do governo, sem credibilidade externa, com países como EUA e Suíça abrindo processos contra a maior empresa do governo por causa de corrupção generalizada, o Brasil derrete um pouco mais todo dia. Economizar apenas R$ 8,75 bilhões para pagar serviços (juros) de uma dívida bruta que ultrapassa R$ 3,5 trilhões é, como diz o gaúcho, mijar em incêndio.

Com esse fracasso na economia, o PIB deve murchar mais ainda – a previsão atual é de 1,7 ponto percentual negativo, ou seja, o Brasil chegará ao final de 2015 com uma produção 1,7% menor do que a de 2014, que já foi apenas 0,1% maior que a de 2013. Para o Brasil acompanhar o crescimento da população e ter sobras para investir nas carências todas, é preciso crescer, no mínimo, 5% ao ano.
E enquanto o governo petista se mantiver no poder, essa meta jamais será atingida, já que além da incompetência tradicional, o PT alia ao seu modo de governar uma ideologia que só atrasa qualquer nação que a tente praticar.

A única saída é mesmo lotarmos todas as ruas e praças do país dia 16 de agosto para que as autoridades todas saibam que o povo honesto desse país não aguenta mais tanta roubalheira e incompetência do governo petista. 

PANELAÇO NELES!!!

DIA 6 DE AGOSTO TEM PROPAGANDA POLÍTICA DO PT. NÃO VAMOS OUVI-LOS. ELES NÃO TÊM NADA A DIZER PARA O BRASIL. PANELAÇO NELES!!!



Tão óbvio, mas tanta gente não percebe...

O vídeo abaixo é claríssimo sobre um fato óbvio: quanto maior o tamanho de um governo menor é a qualidade de seu povo. O apresentador assinala que não está defendendo nenhum partido político, mas é óbvio também que os países com governos que tentam interferir em tudo são aqueles com regimes totalitários, sejam de direita ou de esquerda. O fato de o governante ter sido eleito, não livra o gigantismo estatal - e o Brasil do PT é um claro exemplo dessa maléfica interferência. 


video

Os dois lados de Eduardo Cunha


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), talvez seja lembrado pela história como um pequeno líder que não soube medir o tamanho de sua liderança e resolveu, ao tentar salvar a própria pele, desafiar forças muito mais poderosas que ele. Não se deu mal ainda, mas dificilmente sairá ileso do episódio de rompimento com um governo que seu partido apoia.

Fazer discursos e votar em alguns casos contra o governo, a turma dele no PMDB até topava. Mas perder os cargos e as boquinhas que o Planalto concede em troca dos apoios costumeiros, é demais para qualquer membro do PMDB e, ainda mais, para o baixo clero, ao qual a maioria dos que apoiam Cunha pertence. De resto, o próprio perfil de Cunha não deixa dúvida de que seu voo pode se assemelhar ao das galinhas: sua base é frágil, construída sobre favores financeiros (legais, pelo que se sabe, pois influenciou empresários a ajudarem candidaturas) e religiosos (ele é evangélico). Sabe falar bem, é inteligente, mas não tem o encanto primário que líderes necessitam para sobreviver.

Mas há outro lado da história que pode salvar sua imagem: ao desafiar o Planalto, ao romper pessoalmente com Dilma e asseclas, vai provocar um boa onda de dificuldades para o governo se recompor e, dependendo do tamanho dessa onda, ela pode influenciar outras instâncias a tomarem as atitudes que o país está reclamando e que podem afastar o PT do poder. A favor de Cunha está o fato de que seu partido seria o maior beneficiado num fim tempestivo do governo petista: ou assume o vice Michel Temer para cumprir o restante do mandato, ou assume ele mesmo, Cunha, para convocar 
eleições em 60 dias.

E há ainda outro detalhe que vai contribuir ainda mais: a dificuldade ao governo imposta pela Câmara (e boa parte do Senado) fará também com que a máquina fique emperrada. Sem medidas rápidas e eficientes, a inflação continuará subindo, os preços idem, o desemprego aumentando e a insatisfação geral da população com o governo petista poderá crescer mais ainda do que estão aferindo as pesquisas. E olha que Dilma bateu todos os recordes de rejeição, ao conseguir apenas 7,7% de aprovação na consulta mais recente.

Com a máquina emperrada, com CPIs ululando, com o Judiciário se sentindo mais livre pela fraqueza do governo, com as denúncias aumentando diariamente, a multidão que sentirá vontade de protestar nas ruas, no próximo 16 de agosto, poderá superar todos os recordes. E dará a certeza a todos os que têm algum poder no Brasil que a única solução é afastar de vez o PT do comando, pois só assim o caminho para a recuperação será retomado. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

O Brasil do PT: cada vez pior

O Brasil do PT é assim: quando o país chega num ponto em que você acha que pior não pode ficar, ele piora.

As revelações das relações de Marcelo Odebrecht com políticos contidas nos bilhetes que ele escreveu, divulgados hoje, colocam o governo petista inteiro no banco dos réus. Desde o dinheiro para o “Vaca” (o tesoureiro petista João Vaccari Neto) até a revelação de dinheiro de conta na Suíça abastecendo a campanha de Dilma, está tudo lá, comprovando que a eleição de 2014 foi eivada de irregularidades por parte do PT e que, num país com uma justiça mais célere, talvez ela nem tivesse tomado posse.

E as revelações todas aparecem em hora de crise maior, de rompimentos de antigos aliados, de tentativa de isolamento de líderes mais ou menos poderosos, de bagunça total na economia - o governo já não sabe mais para onde ir para arranjar dinheiro, a meta de superávit está cada vez mais difícil de ser cumprida, a inflação chega perto dos dois dígitos, o PIB previsto está cada vez mais negativo, o desemprego cresce a baciadas, a Petrobras tenta privatizar para fazer caixa – e de guerra declarada entre os poderes.

O Brasil parece caminhar para uma crise institucional, se alguma coisa não for feita no curto prazo. O governo petista não tem mais sustentação política, até o PT está dividido, a base aliada é uma incógnita e a presidente está mais perdida que Lula numa biblioteca.

E por falar em Lula, as investigações policiais se aproximam cada vez mais dele. E é onde a maior parte dos brasileiros quer que elas cheguem, porque hoje já não pode mais haver dúvida alguma de que ele sempre esteve por dentro de toda essa corrupção que se alastrou pelo Brasil e que não encontra paralelo no mundo democrático.

De resto, a população reflete essa bagunça total: pesquisa divulgada hoje pela CNI/MDA revela que apenas 7,7% aprovam o governo petista e mais de 70% o consideram ruim ou péssimo, numa evidência claríssima de que quase todos os eleitores que votaram em Dilma hoje estão arrependidos. E tão arrependidos estão que a mesma pesquisa revela que, num segundo turno de uma eleição presidencial, Lula perderia para Aécio, Alckmin ou Serra.

O PT derreteu e nós precisamos nos livrar dele antes que ele consiga derreter o Brasil também.

Bom Dia Brasil chama de "surrealista" aumento da conta de água em Campinas

O que eu chamei aqui no blog de assalto ao bolso do povo de Campinas, o Bom Dia Brasil chamou de “inacreditável” e “absurdo”. Trata-se do novo aumento de 15% da tarifa da Sanasa. 
Alexandre Garcia chegou a definir como “surrealista” a desculpa dada pelo presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo, para a facada: “O consumo diminuiu por causa da crise, então o preço foi aumentado”. Ora, o consumo diminuiu porque a própria Sanasa pediu e o consumidor atendeu. Agora, como “prêmio” pelo esforço da economia, o consumidor recebe no meio da cara um aumento de 15% nas contas de água. E isso depois de ter havido um aumento de 27% no início do ano.

Não é só um assalto aos bolsos do consumidor que o governo de Jonas Donizette (PSB) pratica: é mais uma cachorrada com o campineiro desse governinho cosmético que está cada vez mais parecido com o governo corrupto do “doutor” Hélio.

Assistam, no link abaixo, a reportagem do Bom Dia Brasil.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Presidente da Sanasa recebe acima do teto na Unicamp

A obrigatoriedade da Unicamp divulgar os salários dos seus servidores mostra que o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeu, que se aposentou como servidor da universidade, é um dos que recebem bem acima do teto de R$ 21 mil, que é o salário do governador do Estado.

Ele aparece na folha de pagamento de junho deste ano com um salário bruto de R$ 40.830,02. Com os descontos, recebeu líquidos R$ 26.057,39. E ele ainda recebe o que deve ser o mais alto salário da Sanasa. 

Um cúmplice do Mensalão e seu segredo

O deputado Miro Teixeira participou, junto com líderes do então recém eleito PT para a presidência da República, da reunião que determinou que para se compor a maioria no Congresso, o governo ia comprar deputados e senadores. Era a gênesis do Mensalão.

Em entrevista hoje na Folha, ele revela até o mês em que ocorreu a reunião: janeiro de 2003. E revela também que Antonio Palocci estava presente e que os dois votaram contra a “solução orçamentária”. Mas perderam. O repórter quis saber quem mais estava na reunião. Transcrevo trecho da entrevista:

- José Dirceu estava nessa reunião?
- Eu não vou nominar. Há uma coisa que eu devo falar. O Palocci se debateu muito para se trabalhar pelos projetos, dizendo que o PSDB, sem dúvida, apoiaria.

- Qual outro nome importante do governo estava nessa reunião?
- Não vou falar. Teve quatro pessoas presentes.

- O Lula estava nessa reunião?
- Não se deve citar nomes. A revelação que posso fazer é essa.

 Em primeiro lugar, o deputado deveria, para o bem do Brasil, dizer que eram os outros dois membros da reunião. Não revelando quem criou um fato criminoso, ele vira cúmplice. 

Mas da pra deduzir, né? Se havia quatro pessoas presentes e ele e Palocci votaram contra a compra dos parlamentares, mas a proposta foi vencida, é sinal de que os outros dois votaram a favor e, mesmo com o empate, a proposta do Mensalão ganhou. Vai daí, conclui-se que os outros dois participantes deveriam ter mais poder que Miro e Palocci. O deputado não era nem membro tradicional do PT, mas Palocci era o ministro da Fazenda, cargo abaixo apenas do presidente e do ministro chefe do Gabinete, certo?

Quem pensou em Lula e Zé Dirceu como os outros dois participantes da reunião que criou o Mensalão tem grandes chances de acertar...

sábado, 18 de julho de 2015

PT tenta limpar a barra na região

O PT tenta limpar a poeira da corrupção que lhe está impregnada e promove encontros na região de Campinas para viabilizar nomes e candidaturas em 2016. O enviado para a missão é ninguém menos que Alexandre Padilha, ex-ministro de Lula e Dilma e ex-candidato a governador, ano passado, ficando em terceiro lugar, perdendo para Geraldo Alckmin (eleito em primeiro turno) e Paulo Skaf do PMDB.  Padilha é secretário de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.

Ele chegou à cidade cantando de galo, dizendo que se engana quem acha que o PT está enfraquecido com os escândalos todos que têm em membros do partido seus principais personagens.

Mas vai ser difícil. Em Campinas, pelo menos, o PT já foi governo duas vezes e se deu mal. E se incluirmos aí os poucos meses de Demétrio Vilagra no poder a coisa piora: ele foi cassado por corrupção.

O primeiro governo petista na cidade foi de Jacó Bittar e durou só dois anos. Jacó governou quatro, mas na segunda metade de seu governo ele já tinha abandonado o PT por incompatibilidade de gênios. Seu governo foi pífio e ele foi esquecido. O segundo era para ser de Antonio da Costa Santos e teve um começo auspicioso. Mas ele foi assassinado – e não se tem certeza do motivo até hoje – e no seu lugar entrou Izalene Tiene, fiel escudeira de Renato Simões, cujo modo de governar a cidade (dele, não dela) arrasou o partido. Na sucessão de Izalene o candidato petista, Luciano Zica, ficou em terceiro. A derrota foi tão grande que quatro anos depois o PT nem teve candidato próprio, se aliando a Helio de Oliveira (PDT) que tentava a reeleição.

A aliança a Hélio de Oliveira rendeu ao PT muito mais desgaste ainda. Com a cassação do prefeito por corrupção, o PT assumiu a Prefeitura, mas seu prefeito também era alvo da investigação e a Câmara acabou cassando-o também. Na eleição seguinte o PT local foi obrigado a engolir um nome estranho, bancado por Lula. Márcio Pochmann, com perfil mais técnico que político, acabou melhorando um pouco as coisas para o PT, conseguindo levar a eleição para o segundo turno. Mas perdeu para Jonas Donizette (PSB).

Hoje o PT está enlameado pela gigantesca corrupção no Brasil inteiro e dificilmente conseguirá fazer bom papel nas eleições municipais do ano que vem. O próprio Pochmann, único nome que o PT possui com alguma visibilidade na cidade, é relutante em assumir a candidatura. Se aceitar, não será favorito, mas vai botar mais molho numa disputa que pode ser acirrada, com a tentativa de reeleição de Donizette e com a entrada na disputa de Artur Orsi, que vai sair do PSDB para ser candidato a prefeito de Campinas. 

O caso da Miami Store em Campinas

Curioso o caso que se desenha em Campinas com a loja Miami, que começou pequena, oferecendo produtos importados e cresceu a ponto de hoje ser referência na cidade. Descobre-se agora que ela é totalmente irregular: assentada em região que só permite pequenos comércios, funciona sem alvará e sem “Habite-se”. Ou seja: ela praticamente não existe para os órgãos oficiais da Prefeitura. Talvez nem pague IPTU.

Mas há que se indagar: como ela chegou até onde chegou tendo se instalado em lugar que não podia, sem documento para praticar o comércio e sem a devida fiscalização que lhe daria o “Habite-se”?

A resposta parece simples: propinas. Não por acaso, a loja cresceu durante os governos de Izalene Tiene (PT) e Hélio de Oliveira Santos (PDT). Ambos se notabilizaram por fazer vistas grossas, desde que devidamente compensados, a empreendimentos urbanos. No governo petista não há que se culpar a prefeita que, coitada, mal sabia o que se passava a poucos metros de seu trono, mais precisamente na sala do chefe de Gabinete Lauro Câmara, fiel comparsa do então deputado estadual Renato Simões (PT) que era quem realmente mandava na Prefeitura.

Já no governo do “doutor” Hélio, as incumbências relacionadas a propinas e ações não republicanas ficaram com a patroa, Rosely dos Santos, não por acaso também instalada na mesma chefia de Gabinete de Câmara. Ele foi cassado por corrupção e ela está condenada a 450 anos de prisão.

Nos dois governos vicejaram empreiteiras e empresários, todos ávidos em aproveitar as novas “oportunidades” que o poder oferecia: plante seu negócio ou erga seu espigão sem problemas burocráticos e sem contrapartidas legais. Basta passar antes no Gabinete e “acertar o acerto”.

Diante de tantas irregularidades numa loja cuja visibilidade ultrapassa seus brilhantes outdoors visíveis a centenas de metros, a única constatação possível é que seu proprietário tenha feito o circuito da compra de facilidades para manter e fazer prosperar seu negócio.

Mas o caso começa a intrigar também no momento por um detalhe curioso: o governo atual, não citado entre os facilitadores de negócios, pelo menos por enquanto, alega que, em 2014, enviou ofício ao Ministério Público para saber da situação da loja. Só que o MP alega que não possui tal ofício. A Prefeitura mentiu ou o MP perdeu o ofício?

Ora, a Prefeitura de Campinas está diante de uma propriedade com um comércio proibido para a região, que não tem licença para funcionar e cujo prédio não possui nem “Habite-se” e envia um ofício para o MP para iniciar providência e, um ano depois não tendo resposta, fica de braços cruzados?

Alega a Prefeitura que quer fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e que, para tanto, precisa do posicionamento do MP. Mas precisa esperar tanto? A licença para funcionar em local proibido é dada pela Prefeitura, que exige alguma contrapartida para passar por cima da lei. O alvará para o comércio é dado pela Prefeitura e o “Habite-se” também. Fica a pergunta: por que então a Prefeitura precisa esperar o MP? Por que criar um caso desse tamanho se a solução parece ser simples, já que a loja é sucesso há vários anos e não há dúvida que ela poderá arcar com uma contrapartida que satisfaça a Prefeitura?

Sei não, mas esse caso não está me cheirando bem. 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A crise se escancara

A crise que vinha acontecendo desde que Dilma foi reeleita chegou hoje a um ponto que seu desfecho se torna imprevisível.

O rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) com o governo petista marca muito mais que uma posição pessoal: revela que as relações entre o governo e seus aliados se baseiam na cumplicidade e numa espécie de ormetà tupiniquim. Acusado numa delação premiada, Cunha se diz inocente e considera que a culpa da acusação é do governo petista, que quer acuá-lo por julgá-lo um “inimigo”. E, como nas organizações mafiosas, a vingança é inevitável. 

Pode até ser que ele seja inocente, que jamais recebeu 5 milhões de dólares ilegais, mas é improvável, mesmo porque Cunha nunca foi santo. Um dos seus primeiros cargos, na política, foi a presidência de uma estatal no Rio, nomeado por Collor depois de indicação de ninguém menos que PC Farias. Quem tem uns 30/40 anos hoje sabe o que isso significa.

Só que Cunha é, hoje, um político que tem considerável poder nas mãos e não deve estar blefando em seu rompimento. Ou seja, se decidiu romper com o governo é porque tem certeza do apoio de deputados em número suficiente para transformar num inferno para o governo qualquer votação na Câmara dos Deputados.

A nota toda cheia de dedos que o PMDB emitiu logo após a declaração de rompimento era mais que esperada. O PMDB como um todo jamais daria um passo com esse grau de consequências se não tivesse a certeza de que continuaria no poder ou que o assumiria de vez.

Como a queda de Dilma e a ascensão de Temer é um processo bastante complicado, o PMDB prefere assistir à queda de braço entre Cunha e o governo Dilma, colocando panos quentes onde for preciso ou jogando gasolina na fogueira se isso lhe for conveniente. A viagem de Temer a Nova York por uma semana não deve ter sido planejada com mais de dois dias de antecedência: o clima esquentou tanto por aqui com a denúncia contra Cunha, que nem o verão nova-iorquino assusta o vice presidente. Ele prefere ficar longe até as coisas se assentarem ou explodirem de vez, pois uma queda abrupta de Dilma o coloca no trono. Ou o derruba junto com ela. 

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros – que também viu sua situação complicar com a volta daquele processo de sustentação da filha da amante feita por uma empreiteira – pode servir como fiel da balança: está em apuros menores que Cunha, mas não vê com bons olhos as acusações sobre seu colega, porque, com certeza, também deve ter tomado parte do butim petrolífero e apenas aguarda que um delator premiado o jogue na fogueira. Não deve seguir o colega no rompimento, mas não vai deixá-lo ao desabrigo, demonstrando solidariedade e, ao mesmo tempo, mandando recado ao governo. 

A reação do governo tem duas frentes. Dilma, posando de “olímpica” - que ela nunca foi, diga-se - mandou “vazar” na imprensa que determinou aos seus ministros que ninguém reaja ao rompimento de Cunha, como se ele fosse um peixe pequeno ou uma carta já fora do baralho. Não é e até Mercadante deve saber disso.

A outra frente é o confronto. O governo determinou – e isso é evidente – que um obscuro deputado do PSC entrasse com um pedido de afastamento de Cunha da presidência da Câmara enquanto ele estiver sendo investigado pela Procuradoria Geral da República. O pedido carimba o rompimento e não tem volta. Cunha sabe que atrás do deputado requerente está o PT e o Planalto. E, pior: o pedido é inútil, a não ser que Cunha tenha perdido totalmente o controle sobre seus aliados, o que não parece ter ocorrido. 

O desfecho disso tudo? Como eu disse, é imprevisível. Mas nas próximas horas, ou dias, afinal hoje é sexta-feira, veremos importantes entrincheiramentos e, lá pela segunda-feira, talvez já possamos avaliar quem terá mais garrafa vazia pra vender.

Mas é um jogo para profissionais. Quem não tiver estômago forte aconselho a ficar na moita. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sanasa aumenta tarifa 4 vezes mais que a inflação

E o assalto ao bolso do consumidor foi consumado hoje. A Sanasa está autorizada a aumentar a tarifa de água de Campinas em 15%. E, note bem, será  segundo aumento neste ano. Em janeiro, o aumento havia sido de 11,98%, já bem acima da inflação. Agora a coisa piorou, pois o aumento é de 15%. Juntos, perfazem um aumento de mais de 28%, pois são cumulativos.

Assim, o governo de Jonas Donizette, em um momento em que as demissões estão aumentando, o PIB murchando e a inflação está  subido tendo já ultrapassado as mais pessimistas previsões, faz o campineiro gastar mais ainda com a tarifa de água.

A inflação de 2015 está em 6,17% até o mês de junho. Se subir no ritmo que vem subindo, deve atingir 7% nos sete primeiros meses. Quando o aumento passar a vigorar - em agosto próximo -  a Sanasa terá aumentado o preço da tarifa de água este ano nada menos que quatro vezes mais que a inflação. É realmente um assalto ao bolso do campineiro.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sanasa prepara mais um assalto ao nosso bolso

O presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo, está querendo aumentar de novo e em menos de um ano, as tarifas de água de Campinas. Já pagamos uma das maiores do Brasil, mas parece que não é suficiente para saciar a fome financeira da empresa.

Como já houve um aumento este ano, em janeiro  - e de 11,8%, um percentual bem acima da inflação - um novo aumento ainda neste ano seria uma bela contribuição do poder púbico municipal para ferrar mais ainda o cidadão campineiro, que, como o brasileiro em geral, já sofre com os desmandos todos do PT na área federal. A inflação está mais alta e subindo, o desemprego está aumentando, os preços sobem sem parar, o preço da energia elétrica está, pelo menos em Campinas, 62% mais alto do que era em outubro passado e agora o governo municipal quer que paguemos ainda mais pela tarifa de água.

A Sanasa já solicitou um estudo de reajuste da tarifa de água para a ARES-PCJ – Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Duvido que ela não aprove mais esse ataque ao bolso do cidadão campineiro.Se aprovar, a facada já entra em vigor em agosto.

O curioso é que ao mesmo tempo em que acena com mais um aumento da tarifa num mesmo ano, a Sanasa lança uma campanha publicitária para o consumidor gastar mais água. É isso mesmo, você e não leu errado: a Sanasa quer que o consumidor consuma mais para que ela fature mais.

É esse o espírito da campanha lançada hoje, disfarçada de ação de transparência, de “consumo com consciência”. Segundo a empresa, a intenção é informar o público sobre a situação do Rio Atibaia. A informação será dada através do Boletim Sanasa Campinas, que vai utilizar cores verde, amarela e vermelha, para indicar a situação. Se o boletim estiver verde, o Atibaia estará a plena vazão e ninguém, precisa economizar. Se estiver amarelo, é bom fazer uma reserva. E vermelha é sinal de que a coisa está feia, que pode até haver racionamento.

Pois bem, o grande erro dessa campanha está em sinalizar que a situação está boa, através da cor verde e que, com isso, pode-se manter o consumo normal de água. Ora, a economia de águia não deve ser feita apenas e tão somente pelo fato de ela estar faltando por ausência de chuvas. E sim porque se trata de um bem precioso e que está sofrendo ações negativas da civilização e pode se tornar rara se o consumo aumentar muito e houver necessidade de aumentar a captação, por exemplo.

E não é só. O Brasil está entrando numa crise brava, com mais desemprego e inflação alta. Economizar água também faz parte da economia doméstica, que deve ser feita para diminuir os gastos mensais, para que eles caibam num orçamento cada vez mais apertado pela alta dos preços em geral.

Enfim, uma campanha dessas é totalmente imprópria e, creio, não só nesse momento. Uma empresa de saneamento básico cresce acompanhando o desenvolvimento da cidade que abastece. Se há crise e crescimento negativo, é obvio que a empresa - principalmente a pública - tem de se adaptar à situação. O que não pode é querer aumentar o preço das tarifas num ambiente preocupante para as finanças de todo mundo. E nem querer que o povo gaste mais água para equilibrar o caixa da empresa. O consumidor campineiro não tem culpa se a administração da Sanasa não percebeu a crise chegando e não tomou as atitudes necessárias para enfrentá-la sem ter de assaltar, de novo e no mesmo ano, o bolso do campineiro.